Décadas De Som

Décadas De Som é um blogue que visa recordar as grandes bandas do passado que não tiveram
o espaço que mereciam na mídia, ou que já o perderam, e falar das novas que são competentes
para serem grandes, mas que por alguma razão ainda não o são.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aborto Elétrico



Precursor de todo o rock de Brasília, o Aborto Elétrico surgiu em 1978 com proposta e influência do punk rock inglês dos Sex Pistols, The Clah, The Damned e The Adicts, dentre outros.

Em sua primeira formação contou com:

André Pretorius - guitarra;
Fê Lemos - bateria;
Renato Russo - baixo, vocal.

Dois anos depois de seu início, a banda teve de mudar de formação devido a saída de André Pretórius, que foi convocado a prestar serviço militar na África do Sul. Renato Russo assumiu a guitarra, e o novo baixista do Aborto Elétrico foi Flávio Lemos, irmão do baterista. Em seguida um quarto convidado foi integrado à banda, Ico Ouro Preto, irmão de Dinho Ouro Preto, cuja função foi ser guitarrista.

Depois de muitos shows por Brasília, e nenhum disco lançado, em 1982 o Aborto Elétrico foi oficialmente encerrado. De acordo com Fê Lemos, após uma apresentação na qual Renato Russo errou várias vezes a letra de várias músicas, ele atacou uma baqueta em suas costas, e como reação o vocalista disse que não mais faria parte da banda.

Com o fim do Aborto Elétrico, novas bandas foram formadas: Capital Inicial, Legião Urbana e Plebe Rude. O repertório foi dividido entre as duas primeiras bandas, sendo que a primeira ficou com "Fátima", "Ficação Científica", "Música Urbana" e "Veraneio Vascaína", e a segunda com "Conexão Amazônica", "Geração Coca-Cola", "Que País É Esse?", "Química" e "Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você)".

Outras músicas não participaram da partilha, mas também não foram esquecidas. Em 2005 o Capital Inicial gravou um CD e DVD pela MTV homenageando o Aborto Elétrico. Além das músicas já antes gravadas, outras nova inéditas entraram no playlist: "Anúncio De Refrigerante", "Baader-Meinhof Blues nº1", "Benzina", "Construção Civil", "Despertar Dos Mortos", "Helicópteros No Céu", "Heroína", "Love Song One" e "Submissa".

Infelizmente, a canção "Benzina" foi gravada sem vocal, e no encarte sua letra não foi publicada. Segundo o que Dinho Ouro Preto disse no programa "Fanático MTV", caso alguém ouse cantar essa música, será imediatamente preso, devido as insinuações e apologias que a canção faz.

Gravação de um show do Aborto Elétrico na Funarte:

01 Fátima
02 Construção Civil
03 Ficção Científica
04 Veraneio Vascaína
05 Conexão Amzônica
06 Que País É Esse?
07 Love Song One
08 Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você)
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Todos os integrantes e o tempo em que participaram do Aborto Elétrico:

André Pretorius (1978 - 1980);
Fê Lemos (1978 - 1982);
Flávio Lemos (1980 - 1982);
Ico Ouro Preto (1981 - 1982);
Renato Russo (1978 - 1982).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Baba-De-Jibóia



Condescendentes com a opinião da nova geração, a Baba-De-Jibóia acredita que mesmo com a inovação da música ela se mantém fiel ao que era: simples e de bom gosto, além de rica e etnicamente mista.

O exótico mix de instrumentos nos remete de imediato às antigas tradições e culturas, e simultaneamente nos passa a sensação da contemporaneidade dos cafés. Mesmo sendo irrelevante determinar o estilo do duo, ele se encaixa perfeitamente nas definições de Etno-Jazz, Etno-Lyserge, Did-Jazz-Ridoo e World Fusion.

Integrantes da Baba-De-Jibóia:

Toronto (ex-Cachorro Das Cachorras);
Xoomei (novo nome artístico do Tonho, ex-Elite Sofisticada).

Instrumentos utilizados:

Kalimba (África);
Maultromel (Alemanha);
Didjeridoo, Yidaki (Austrália);
Munn Harpa (Áustria);
Viola Caipira (Brasil);
Kuo-Xiang (China);
Percussão Xamânica (Egito);
Guitarra, Violão de Sete Cordas (EUA);
Dorombe (Hungria);
Canto Tuvano (Mongólia);
Morshang (Índia e Nepal);
Ráb Ncâ, Dan Moi (Vietnã).

Descrição de alguns deles:

Munn Harpa (Áustria);
Dorombe (Hungria);
Morshang (Índia e Nepal);
Ráb Ncâ, Dan Moi (Vietnã):

"Representam um dos menores instrumentos do mundo. Tratam-se de aparelhos monotonais responsáveis por vibrações sonoras que atuam no campo áurico humano. Tem como caixa de ressonância o próprio corpo (crânio, lábios, palato, língua, glote, valécula, garganta e estômago), lugar de onde nasce seu encantamento musical.

Estas Harpas 'copiam' a energia do ambiente, da natureza, das pessoas e do harpista. Podendo ser utilizadas para harmonização dos corpos sutis humano ou do ambiente. Sua vibração sonora é meditativo-xamânico-terapêutico-musical.

O estilo apresentado pelo harpista é o Etno Lyserge e Etno Breath, uma combinação de lindos harmônicos com sons eletrônicos e efeitos de Eco, Trêmolo e Delay orgânico, onde utiliza-se o recurso da respiração prânica; sons que lembram "espaçonave aterrizando”, passarinhos elétricos, bolhas explodindo, tambor e berimbau."

Canto Tuvano (Mongólia):

"O mais belo exemplo de uma linguagem musical anímico-mágica e, no entanto, livre e rica de imagens, vindo da Mongólia.

Os xamãs da Mongólia conhecem muito bem o timbre dos sons harmônicos desde os tempos imemoriais o próprio segredo da música, a base física do som, e aprenderam a realizar com suas vozes essa música primordial, arcaica – de 'um som'. Para isso desenvolveram uma técnica de canto própria: xöömij, xöömei, ou khoomei, cujo significado é garganta, goela ou faringe.

Com essa técnica, um único cantor harmônico consegue cantar a três ou mais vozes. Canta-se de forma anasalada ou em boca chiusa uma nota na região média, e modifica-se o espaço da cavidade bucal abrindo-o ou fechando-o, com o que modifica-se o espectro de sons harmônicos da única nota sustentada. Numa região extremamente aguda soa, de repente, uma melodia estridente, que, no entanto, consiste apenas dos harmônicos amplificados de uma única nota básica.

O ar é pressionado com muita força através das falsas-cordas-vocais tensionadas, obtendo assim um som básico rico em harmônicos, fazendo soar os sons harmônicos superiores dessa nota básica como efeito fantástico e quase sobrenatural desta técnica de canto."

Kalimba (África):

"A kalimba é um antigo instrumento musical africano, tocado há mais de 1000 anos, também conhecido como m'bira, sanza, likembe e thumb piano e muitos outros nomes.

Kalimba é uma palavra originária das línguas Bantu, da África Central e Meridional. 'Ka' é um prefixo diminutivo e 'Limba' é uma raiz usada para descrever instrumentos musicais ou partes deles, especialmente os que têm objetos vibrantes para cada nota.

A Kalimba é um instrumento melódico de percussão que faz parte da família dos lamelofones. Os lamelofones são tocados com as unhas dos polegares. O indicador direito ou os dois indicadores junto com os polegares são utilizados nos instrumentos mais complexos. Seus nomes variam de região para região: Kalimba, Mbira, Karimba, Likembe, Budongo, Sansa e outros."

Didjeridoo, Yidaki (Austrália):

"O didjeridoo é o único instrumento dos aborígenes australianos.
Através do seu assombro so, e no entanto poderoso som, o didjeridoo invoca reverência e união com a Natureza. O profundo zumbido (drone) do didjeridoo permite-nos relaxar e reconectar com a Mãe Natureza.

O poder espiritual ecurador do didjeridoo têm sido usado durante centenas de anos em cerimônias secretas dos aborígenes australianos.

Nome estranho e por vezes complicado de dizer, possui várias formas e vários sons, o som produzido é bastante característico de um instrumento tribal, simplesmente o instrumento mais antigo do mundo.

Criado pela Mãe Natureza, desenhado por animais da terra, o eucalipto torna-se a tela para pintar, o pintor é o mais puro da terra, é feito com a alma da vida e criado com o tempo dos deuses, es cavado de milimetros a milimetros, começa a ser criado o túnel da vida, o nascimento do mundo, fazem-se rios, constroem-se caminhos puros, com o tamanho que a natureza desejar, nada é medido nada é pensado, simplemente a criação do Yidaki é o respirar dos deuses, a necessidade de ouvir a voz que vem na sua alma, passar o conhecimento através do som, construir o mundo através do sopro que nasce ao por-do-sol e adormece ao anoitecer, tudo é um ciclo gerado por sensações púrpuras e divinas

É o instrumento mais comunicativo da terra do qual os humanos têm o privilégio de poder tocar, magia com o primitivo, de onde tudo era simples e puro."

Download:
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Agradecimento especial: Xoomei, que teve a bondade de atualizar o texto da Elite Sofisticada e me apresentar a Baba-De-Jibóia, enviando-me por email o release da banda, no qual este texto todo é baseado, e algumas músicas desse seu novo projeto.

domingo, 5 de setembro de 2010

Fellini



Fellini é uma banda paulistana do que foi convencionado chamar pós-punk. Tinham sim influência de pós-punk, mas também de outros estilos, como new wave, samba e MPB. Surgiram oficialmente a 18/05/1984, quarto ano de morte de Ian Curtis, vocalista da Joy Division, precursor e ícone do pós-punk. Realizaram seu primeiro show no extinto Bar Albergue, na Rua 13 de Maio.

Em sua formação inicial tinha como integrantes:

Cadão Volpato - vocal;
Jair Marcos - guitarra, violão;
Ricardo Salvagni - bateria;
Thomas Pappon - baixo.

Lançaram em 1985 seu disco de estreia "O Adeus de Fellini", contendo 11 faixas, sendo que Joh Peel, locutor da BBC e o mais importante DJ da história do rock, toca em "Outro Endereço Outra Vida":



01 Funziona Senza Vapore
02 Rock Europeu
03 História Do Fogo
04 Cultura
05 Outro Endereço, Outra Vida
06 Bolero
07 Bolero II
08 Shiva! Shiva!
09 Nada
10 Zuane
11 Nada (Ao Vivo)
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Com este disco Fellini conquistou alguns fãs, e o promoveu em alguns shows durante cerca de um ano, quando decidiram lançar um novo disco. "Fellini Só Vive 2 Vezes", nome tirado do filme "Com 007 Só Se Vive Duas Vezes". Esse álbum marca a saída, por motivos pessoais, de Jair Marcos e Ricardo Salvagni. Outras 11 faixas foram gravadas nesse LP:



01 Alcatraz Song
02 Mãe Dos Gatos
03 Todos Os Dias Da Semana
04 Domingo De Páscoa
05 Alguma Coisa Vai Dar
06 Burros e Oceanos
07 Socorro
08 Tabu
09 Tudo Sobre Você
10 O Padre Hippie
11 O Padre Hippie Voltou
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Com participação de Silvano Michelino, percussionista, e de Sugar Blues, gaitista estadunidense, além das vozes de Osmar Santos, radialista, e do falecido John Peel, lançaram em 1987 seu terceiro disco, "3 Lugares Diferentes", que é considerado pelos fãs o melhor de Fellini, contendo 14 faixas:



01 Ambos Mundos
02 Rosas
03 La Paz Song
04 Teu Inglês
05 Zum Zum Zazoeira
06 Pai
07 Valsa De La Revolución
08 Massacres Da Coletivização
09 Rio Bahia
10 Lavorare Stanca
11 Onde O Sol Se Esconde
12 Zum Zum Zazoeira (Ao Vivo)
13 Ambos Mundos (Ao Vivo)
14 Teu Inglês (Ao Vivo)
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Em 1990 contaram com a produção e a programação eletrônica de R.H. Jackson para lançar seu quarto álbum, "Amor Louco", muito bem trabalhado em cada uma de suas 12 faixas:



01 Chico Buarque Song
02 Amor Louco
03 Clepsidra
04 Cidade Irmã
05 LSD
06 Você É Música
07 Love 'Til The Morning
08 Grandes Ilusões
09 Samba Das Luzes
10 Città Piu Bella
11 Kandisky Song
12 É O Destino
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O último álbum de Fellini, gravado em 2002, é "Amanhã É Tarde". Em 2005 participaram da coletânea inglesa "The Sexual Life of the Savages" com as canções "Rock Europeu" e "Zum Zum Zazoeira". Infelizmente já deixaram claro que a banda, apesar de raros shows, não mais existe e não mais gravará um álbum.

sábado, 4 de setembro de 2010

Lucca Kosta



"Lucca Kosta é uma cantora e pianista que faz música com temas melancólicos. Em seu primeiro CD, escreveu e arranjou suas canções. Em performances ao vivo se apresenta ao piano sozinha, ou acompanhada de uma banda. No repertório de shows, além de suas próprias canções, apresenta pequenas re-leituras de clássicos do rock.

'Uma grata surpresa desponta para os apreciadores de vocais femininos. Seu nome é Lucca Kosta. Com sua melodia cálida, hipnótica e belamente melancólica, seu estilo recorda Nico e um cover de All Tomorrow Parties seria perfeito.' - The Maozoleum

'A cantora mostra neste seu disco o que classifica de ‘new age gótico’, misturando rock melódico, música erudita, Nine Inch Nails e Enya em sons como 'Tarde Demais', 'Natureza Morta', 'Quero um Anjo' e 'Eu vou.'' - Revista MTV

'Uma novidade em termos musicais, em estilo e em sonoridade, surge no cenário independente do Brasil. É Lucca Kosta, dona de uma voz suave e dramática, que compõe músicas ao piano, misturando sons pesados ou eletrônicos a letras tristes e existencialistas.' - Alfazine"

Lucca Kosta

01 Eu Vou
02 Tarde Demais
03 Natureza Morta
04 Quero um Anjo
05 Descanse Em Paz
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Fonte:
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ethiopia



A Ethiopia está novamente em Décadas De Som para que seja divulgada uma raridade: músicas ao vivo, sendo uma delas, "Seja Bem Vindo", inédita. Confira aqui:

Ethiopia (Ao Vivo)
Seja Bem Vindo (Ao Vivo)
Vazio (Ao Vivo)
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Justiça



Foi em 2006 que as meninas da Justiça iniciaram sua caminhada pelo cenário musical brasileiro. O quinteto feminino, diferente de outras bandas femininas, não aborda a temática feminista em suas músicas, mas nem por isso deixam de lutar. Contam em suas canções os diversos problemas sociais enfrentados pelo povo brasileiro, desde a corrupção desavergonhada dos governates e de seus impostos até o negócio lucrativo no qual as igrejas se tornaram.

Justiça é o termo utilizado para designar "o sistema de leis no qual se julga e pune as pessoas", sendo que no Brasil essa palavra limita-se ao seu significado teórico. E é esse o nome da banda, e também de seu primeiro disco, gravado em 2007 pela Seven Eight Life, que contém 12 faixas. Neste mesmo ano, lançaram o single "Trash Attack from Brazil 7"", que contém duas faixas apenas:

Trash Attack from Brazil 7":

01 Globalização
02 Pequenas Igrejas, Grandes Negócios

Justiça:

01 Somos Todos Escravos do Sistema
02 Parasitas
03 100 Dólares
04 Monte de Vidas
05 50% Pros Caras
06 Quebre o Dedo Deles
07 Você é o Alvo
08 Justiça
09 Não é Essa a Questão
10 Pseudopunks
11 Não Tente Nos Enganar
12 Nada (Olho Seco Cover)
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Torneiras



Convencionou-se chamar de indie toda a banda que tem como influência a geração sessentista, o rock 'n' roll, o mod. E com a catarinense Torneiras não foi diferente. Formada em 2008 na cidade de Itajaí, litoral catarinense, o trio produz com excelência músicas simples e criativas. Sem recorrerem ao rock de solos intermináveis, repleta de acordes, exploram em suas canções o saudosismo dos brechós, dos discos, dos paletós, dos bares e do álcool, contam como é a vida de cada um e de todos eles segundo eles mesmo. Uma vida rock 'n' roll.

Ainda no início de 2008 a banda decidiu que Torneiras seria seu nome definitivo. Passaram os meses seguintes todos ensaiando, e apresentaram-se pela primeira vez no Balneário Camboriú, cidade próxima a Itajaí, e nele tocaram cinco músicas próprias.

No bom e velho estilo "faça você mesmo", gravaram suas primeiras canções em casa, apenas com a ajuda de um amigo. No bom e novo estilo, lançaram as canções na internet, e pouco tempo depois disso puseram os pés na estrada e começaram a realizar shows. Com músicas dançantes e refrões-chiclete, a banda soa como se estivesse em um long play, e assim conquistou a juventude indie local.

Os três primeiros singles gravados, em 2009, foram:



01 Uma Mente Sem Lembranças
02 Não Estou Lá
03 Juliete Lexotan 3mg
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Com o sucesso das músicas e do divertido clipe de "Uma Mente Sem Lembranças", o trio se apresentou mais algumas vezes no Balneário Camboriú, e foram também a Brusque, e a Blumenau, cidade da Parachamas, e também em sua cidade natal.

Ainda em 2009 participaram, por meio do projeto Barba Ruiva Convida, de uma coletânea virtual com bandas locais, e a música escolhida de seu repertório foi "Juliete Lexotn 3mg".

Continuaram na estrada, até que chegou 2010. Abriam o ano se apresentando no Carnarock de Joiville. Lançaram então o EP "Tudo é Eventual", promovido com o clipe da canção "Guria Retrô":



01 Não Viajarei Pra Argentina
02 Volta Pra Cama
03 Guria Retrô
04 Tudo é Eventual
05 Férias de Mim Mesmo
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Integrantes:

André Fuck - guitarra, vocal;
Camilo - baixo;
Cyro - bateria.