Décadas De Som

Décadas De Som é um blogue que visa recordar as grandes bandas do passado que não tiveram
o espaço que mereciam na mídia, ou que já o perderam, e falar das novas que são competentes
para serem grandes, mas que por alguma razão ainda não o são.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Patife Band



Pertencente a Vanguarda Paulista, a Patife Band foi formada em 1983, e suas músicas são classificadas dentro do contexto punk, pós-punk e somados a ritmos brasileiros. A Patife Band foi uma iniciativa de seu vocalista, Paulo Barnabé, que possuia certa experiência musical devido o convívio com seu irmão, Arrigo Barnabé, e seu amigo Itamar Assumpção. O nome inicial do grupo foi Paulo Patife Band, sendo posteriormente simplificado para Partife Band.

Teve como formaçã inicial a seguinte:

Paulo Barnabé - vocal;
André Fonseca - guitarra e vocal;
Sidney Giovenazzi - baixo e vocal;
James Müller - bateria.

Apenas um ano depois, James Müller fora substituído por Cidão Trindade.

Com essa segunda formação e muitos ensaios, não demorou muito para a Patife Band produzir seu próprio repertório. Assim o tempo passou, e em 1985 gravaram um mini-LP homônimo, que dura apenas 13 minutos, mas a criatividade nas letras e as divertidas interpretações de "Tijolinho", da Jovem Guarda de Wagner Benatti, e de "Noite Feliz" compensam a curta duração das seis faixas do EP:



Lado A

01 Tijolinho
02 Pregador Maldito
03 Pesadelo

Lado B

01 Tô Tenso
02 Noite Feliz
03 Peiote
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Dois anos após o lançamento do EP "Patife Band", o LP "Corredor Polonês" foi gravado, sendo lançado 15 anos depois em CD. Deste disco podemos destacar "Tô Tenso", o clássico da Patife Band, "Teu Bem", que fora interpretada pela Cássia Eller e "Vida de Operário", cuja autoria pertence aos Excomungados, e que fora regravada pela Pato Fu. Este álbum contém 10 faixas, assim dispostas:



Lado A

01 Corredor Polonês
02 Pesadelo
03 Chapeuzinho Vermelho
04 Tô Tenso
05 Poema Em Linha Reta

Lado B

01 Teu Bem
02 Três Por Quatro
03 Pregador Maldito
04 Vida de Operário
05 Maria Louca
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Após a gravação do "Corredor Polonês", a Patife Band saiu em turnê para promover o disco, onde se destacava a atuação de Paulo Barnabé, que se movimentava o tempo todo no palco, fazendo uma dança intensa e que, guardadas as devidas proporções, lembrava as danças de Ian Curtis, da Joy Division. Pouco tempo depois da turnê, o fim da Patife Band fora anunciado.

Em 2005, assim como Akira S & As Garotas Que Erraram, a Patife Band teve uma música incluída na coletânea inglesa "The Sexual Life of the Savages", que traz na capa o próprio Paulo Barnabé.



Em 2003 a Patife Band novamente se uniu, com outra formação, participaram de um festival em Londrina, no Paraná, onde gravaram um disco ao vivo, ainda indisponível para download. Desde então a banda se apresenta em alguns bares e casas de show em São Paulo, mas sem o mesmo impacto que outrora tivera.

Paulo Barnabé - vocal;
Emerson Vilanni - guitarra;
Eduardo Batistella - bateria;
Mauricio Biazzi - baixo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Últimos Versos



Formada em 2001, Últimos Versos tem a sonoridade próxima de bandas pós-punk e góticas. Através da poesia, da razão e da introspecção presentes em suas músicas falam do quão perto está o fim. Desde que o homem nasce, a morte está se aproximando. Pensando assim, todos os versos serão sempre os últimos versos de nós, seres em constante e eterna decomposição.

Integrantes:

Valéria - vocal;
Moäa - baixo;
Bosco - bateria;
Elias - guitarra;
Eduardo - guitarra.

Canções:

01 Primavera
02 E As Folhas Continuam Em Branco
03 A Máscara e o Medo
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Parachamas



Banda powerpop catarinense, da cidade de Blumenau. Formada inicialmente em 2006, após o término da Sensível elite Branca, a banda se dedica a composições próprias, e não se preocupa com rótulos, mas estão sempre focados em produzir boa música, com qualidade e que seja agradável a quem quer que a escute. Tudo isso de maneira despretensiosa mas bem natural. Em algumas fotos e camisetas o nome da banda está escrito com tremas sobre as vogais (Pärächämäs), mas isso é apenas uma brincadeira com idiomas escandinavos, onde o uso de tremas faz parte das regras gramaticais locais, e em nada interfere no nome oficial.

Em 2008 lançaram seu primeiro trabalho de estúdio, o EP "Bem Vindo", que possui cinco faixas:



01 Bem Vindo
02 Perdendo o Controle
03 Como Não Dizer?
04 Ultra-Branco
05 Superfeito

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http://www.4shared.com/file/2zcNkMuD/Parachamas_-__2008__Bem_Vindo_.htm

Em 2009, lançaram o single da música "Mesmo Que Ele Não Mereça":



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Em 2010, com a gravação do EP "Volte Sempre" (ainda não disponível para download), o primeiro ciclo foi fechado, já que este segundo disco é uma continuação do primeiro.



Atualmente são mebros da Parachamas:

Alexandre M. - guitarra e vocal;
Alex - bateria;
Boka - baixo e vocal;
Beto - trombone de vara, trompete e sintetizador.

Alguns ex-Parachamas:

Talita - saxofone;
Dido - trompete.

Entrevista: Parachamas

Em entrevista feita por meio de email, Alexandre M. contou um pouco sobre quem é e quem são a Parachamas, falou um pouco de sua experiência no meio musical e sobre o que deseja para o futuro da banda:



Décadas De Som: No desenrolar do trabalho da Parachamas, quais são as maiores dificuldades encontradas e o que vocês fazem para superá-las?

Parachamas: A maior dificuldade é a falta de tempo. Porém a falta de tempo está diretamente relacionada a falta de verba. No nosso caso, somos uma banda independente, ou seja, nós mesmos patrocinamos nosso projeto. Ainda temos que trabalhar e ganhar grana por outros meios para então ter como gravar, produzir e divulgar. Com isso, tudo se torna mais lento, o precesso que geralmente levaria um mês acaba levando 4 meses...

Décadas De Som: O reconhecimento que a banda tem hoje se deve principalmente a quais fatores?

Parachamas: O principal motivo de todo nosso reconhecimento é a forma como surpreendemos a quem nos ouve pela primeira vez. Principalmente ao vivo, onde nossa interação, performance e presença de palco se sobressaem muito. Com certeza, aqui em nossa região, criamos uma nova tendência em relação a forma de se fazer um show. Outro ponto bem forte são nossos trabalhos de estúdio, onde, somos muito bem avaliados e elogiados, segundo a crítica.

Décadas De Som: No decorrer dos anos, consideraram a Parachamas como powerpop, como ska, como rock e agora como pop. Essa constante "mudança" de estilo existe? Ela ajuda ou atrapalha na conquista de novos fãs e na manutenção dos antigos?

Parachamas: Parachamas: Quem dá os rótulos são as pessoas, a mídia e talz... a gente nunca pretendeu mudar e ao meu ver nunca mudou! Acho que sempre fomos powerpop, embora hoje em dia este termo tenha se distorcido um pouco, já que existe o powerpop dos anos 90 e o powerpop atual. Eu acredito que quem ouve o powerpop atual nem sabe da existência de um estilo anterior com o mesmo nome, porém com outra sonoridade... Eu nem estou entrando na questão de qual é o melhor... mas quando lá em 2006 eu pensei em ter uma banda de powerpop, a referência era aos anos 90. Bem, falar de rótulos não leva a nada... sei que não somos SKA, isso tenho certeza...

Décadas De Som: São facilmente perceptíveis as diferenças musicais entre a Sensível Elite Branca e a Parachamas. Para que essa transição musical (do pós-punk ao pop) acontecesse, foi necessária uma mudança de comportamento, uma mudança de estilo e filosofia de vida por parte dos integrantes?

Parachamas: Para esclarecer: quando a Parachamas se formou, haviam três integrantes da SeB, atualmente apenas eu (Alexandre M.) permaneço na Parachamas. Não houveram mudanças no estilo ou filosofia, eu ainda ouço Depeche Mode, The Cure, Synthpop ou eletro. Ainda acompanho a evolução das bandas com tendência dark, novas bandas como Editors ou White Lies e ainda ouço as bandas dos anos 90 que eu ouvia naquela época, como Teenage Fanclub ou Dinosaur Jr. Meu gosto sempre foi eclético. Eu ainda uso muito preto e branco, um pouco de cor pra quebrar e ainda sou quieto e introvertido. Eu ainda fico puto da cara quando chamam algum gótico de EMO... enfim... Aqui no sul todo o estilo que a SeB seguia não tinha uma demanda que fizesse com que a coisa girasse. O pessoal foi desanimando e chegou ao ponto de termos que finalizar. Muita música não chegou a ser nem gravada... o que considero uma pena. Tenho planos para tentar reciclar isso tudo em músicas da Parachamas, pois apesar de estar fazendo um trabalho mais pop, eu ainda canto sobre tristeza, sobre a verdade difícil que sempre persiste em cada um de nós!
Além de ter montado a SeB, eu também montei algumas outras bandas alternativas antes de formar a Parachamas. Algumas destas bandas não deram em nada e outras até existem ainda... com outros integrantes e talz... Bem, isso é coisa normal neste meio, todo mundo que passar vários anos tentando e tentando acaba deixando um legado de bandas mortas, projetos inacabados, um pouco de alegria e muita decepção...

Décadas De Som: Para encerrar a entrevista, quais as perspectivas e os projetos da Parachamas para o futuro?

Parachamas: Em junho passado nós lançamos nosso segundo EP entitulado "VOLTE SEMPRE" e com isso terminamos o nosso primeiro ciclo, pois em 2008 lançamos o primeiro EP entitulado "BEM VINDO".
Esse processo todo ajudou a gente a amadurecer e tirar conclusões, determinar nossos próximos passos e com base nisso, temos como meta lançar um disco full o quanto antes e aumentar nossa projeção em nível nacional. Estamos trabalhando forte para que isso se realize. Só depende de nós!

Quero deixar um grande abraço a todos os leitores. Espero que tenha valido a pena ler nossas respostas e principalmente espero que, para quem ainda não conhece a banda, tenha despertado o interesse em ouvir nossas músicas!
Estamos abertos a comentários em parachamas@gmail.com
Obrigado também ao Guilherme, do blog Décadas De Som.
Valeu!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Gueto



Banda paulistana da década de oitenta. Mesclava com competência e brilhantismo rock, rap, baião e funk. Com essa mistura, muitos diziam que o Gueto estava à frente de seu tempo, e sua importância musical é imensa, estando ainda hoje relevantes.

Após promoverem alguns shows no Rio de Janeiro e em São Paulo, gravaram seu primeiro disco em 1987. Seu título foi "Estação Primeira". O quarteto Edson X (membro também de Akira S & As Garotas Que Erraram), Júlio César, Márcio e Marcola tiveram em seu disco de estreia a participação de Raul de Souza, trombonista, e de Luiz Batera, percussionista.
Em "Estação Primeira" as faixas que se destacaram foram "Borboleta Psicodélica", "G.U.E.T.O." e a faixa-título.

Dois anos depois lançaram seu segundo álbum, "E Agora Pra Dançar", que contou com a participação oficial de um quinto integrante, o tecladista Waldyr. A principal música deste disco foi "Você Sabe Bem".

Em 1993 o vocalista Júlio César deixa a banda, sendo substituído por Tom Neto. Logo que assumiu os vocais do Gueto, Tom muda o nome da banda por influência da numerologia (é o que se comenta desse espisódio) para Guetho. Cinco anos depois gravaram o disco "Tremeterra", que tinha foco no funk e no soul, porém sem repetir o sucesso dos anteriores.

Para download, quatro músicas foram disponibilizadas:

A Mesma Dor
Balaio De Gato
Estação Primeira
G.U.E.T.O.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Total Terror DK



Total Terror DK foi formado em Outubro de 2008 por quatro membros remanescentes das formações originais do Sick Terror, que continua na ativa, mas são bandas bem diferentes.

Apresentam-se em shows rápidos. Não gostam de demorar, simplesmente passam sua mensagem, de maneira rápida mas eficaz. Diretos, apenas diretos.

Além de vocalista do Total Terror DK, Nene Altro canta com a Dance Of Days e se apresenta como o pós-punk Nene Altro & O Mal de Caim, provando assim que também não é aceitável o preconceito musical.

Formação:

Nene Altro - vocal;
Marcelo Verardi - baixo;
Marcelo Tyello - guitarra;
Levi - bateria.

Total Terror DK



01 Vida Desgraçada
02 Amanhã Vai Ter Troco
03 Igreja De Merda
04 Playcenter Homicida
05 Total Terror
06 Cidade Seca
07 Estado De Sítio
08 Crucificado Por Seus Dogmas
09 Extermínio
10 Vingança Sem Noção
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Fonte:
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domingo, 8 de agosto de 2010

Akira S & As Garotas Que Erraram



Akira S conheceu Pedreira Antunes AKA Lex Lilith, o Alex Antunes em 1984. Logo apresentou-lhe o que sabia sobre música eletrônica, influenciada principalmente pela New Wave, e em seguida resolveram montar uma banda.
Começaram apenas com baixo, tapes e voz, mas não era suficiente para expressar o que sentiam, então Edson X foi convidado para tocar bateria. Mesmo assim não foi o bastante.
Em um determinado momento, tiveram dois baixos, teclados e a bateria ora acústica ora eletrônica e nenhuma guitarra. Contudo os guitarristas dos Voluntários da Pátria, Miguel Barella e Giuseppe "Frippi" Lenti, passaram a contribuir com a banda, sendo que este último chegou a ser integrante oficial de Akira S & As Garotas Que Erraram.

Em 1985 participaram da coletânea "Não São Paulo" com a música "Sobre As Pernas", que contou com a participação de André Jung, da Ira!, e do alemão Holger Czukay, da Can, que fora convidado por Miguel Barella para a gravação.

Em 1987 lançaram um disco homônimo que ainda hoje não foi lançado em CD. Com muitas pesquisas sobre timbres e o uso de vários efeitos, dentre eles e-bow e guitar-synth, a importância de Barella e "Frippi" nas gravações do LP foi enorme, maior do que qualquer um previa. Paralelamente a isso, o baixo de Akira S e a bateria de Edson X tiveram relevante influência para os Voluntários da Pátria.

Em 2005 participaram de duas coletâneas europeias. "The Sexual Life Of The Savages", na Inglaterra e "Não Wave", na Alemanha.

Ainda em 2005, e também em 2006, Akira S & As garotas Que Erraram foram novamente reunidos para se apresentarem em alguns shows em São Paulo, tendo vários convidados, dentre eles Fábio Golfetti, da Violeta de Outono, e João Parahyba, do Trio Mocotó.

Akira S & As Garotas Que Erraram



01 Swing Basses Series 2
02 Grito Em Hora Redonda
03 Trago Boas E Más Notícias, Don
04 Quem Disse Que Não Havia Monstros
05 Garotas Que Erraram
06 O Futebol
07 Atropelamento & Fuga
08 Ana Lógica

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Agradecimento especial: Akira S, que pelo Orkut me passou informações mais precisas sobre sua banda.