Décadas De Som

Décadas De Som é um blogue que visa recordar as grandes bandas do passado que não tiveram
o espaço que mereciam na mídia, ou que já o perderam, e falar das novas que são competentes
para serem grandes, mas que por alguma razão ainda não o são.

sábado, 11 de setembro de 2010

Mercenárias



Há alguns dias encontrei algumas músicas raras das Mercenárias, versões demo de canções conhecidas e de algumas desconhecidas, e hoje elas estão aqui:

01 Trashland / Polícia / Honra / Meus Pais Não Mandam Mais
02 Mercenárias
03 Dá Dó
04 Danação
05 Eu Não Consigo Mais Dormir
06 Oh Oh
07 Nadade
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não Religião



Com letras altamente ácidas contra a sociedade atual a banda Não Religião iniciou sua carreira na cena punk. Mesmo chegando tarde, em 1987, eles mostraram que não precisavam ser do ínicio do movimento para ter a atitude de um veterano contra a decadência que o punk prega. Dia após dia Não Religião foi consquistando espaço, até conseguiu vencer o festival Boca Livre da TV Cultura.

Não Religião já era uma banda experiente quando gravou seu primeiro disco, "A Verdadeira História de um Brasileiro", que trazia a já clássica “Brasil” e o cover “Coração de Papel” do Sérgio Reis. Em 1991 lançaram "Pegaram Jesus Prá Cristo" com regravações de “Estado de Sítio”, “Igreja Comercial”, “Censura Não” e “Te Dói”. O álbum "Ninguém me Escuta" também traz várias regravações e outras inéditas, além do cover “A Face de Deus” dos Inocentes.

Integrantes:

Tatola - vocal;
Walter - baixo;
Norberto - bateria;
Kley - guitarra.

A Verdadeira História de um Brasileiro

01 A Verdadeira História de um Brasileiro
02 Semelhantes
03 Atestado de Pobreza
04 28 de Fevereiro de 1986
05 Nada Muda, Só Aumenta o Preço
06 Silêncio
07 Pra Você Perder
08 Pixote
09 Coração de Papel
10 Brasil
11 Locutor da Morte
12 Juventude a Vácuo
13 Candidato Novo
14 Morto em Fila
15 Em Nome de Heróis
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Fonte:
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Coletânea: The Sexual Life of the Savages



"The Sexual Life of the Savages" é uma coletânea inglesa do som underground paulista da década de oitenta. Lançada em 2005 pela Soul Jazz Records no formato de long play, possui dos discos com dezoito faixas, distribúidas nos lados A cinco músicas, e nos lados B quatro canções.

01 Mercenárias - Inimigo
02 Mercenárias - Pânico
03 Akira S & As Garotas Que Erraram - Sobre As Pernas
04 Akira S & As Garotas Que Erraram - Swing Basses Series I (Eu Dirijo O Carro Bomba)
05 Fellini - Rock Europeu
06 Gang 90 & Absurdettes - Jack Kerouac
07 Chance - Samba De Morro
08 Patife Band - Poema em Linha Reta
09 Patife Band - Teu Bem
10 Gueto - Borboleta Psicodélica
11 Nau - Madame Oráculo
12 Chance - O Striptease de Madame X
13 Smack - For A Daqui
14 Smack - Mediocridade Afinal
15 Fellini - Zum Zum Zazoeira
16 Muzak - Ilha Urbana
17 Cabine C - Tão Perto
18 Harry - You Have Gone Wrong
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

DEAD POP



Formada em 2009, DEAD POP é uma banda baiana da cidade de Algodão que produz suas canções inspirando-se no pós-punk, na música gótica, e utilizando-se também de programações eletrônicas. Suas principais influências são Joy Division, The Cure, The Sisters of Mercy, Última Dança, Jardim do Silêncio, Kodiak Bachine e Plastique Noir, banda cearense que inspirou o nome da dupla com seu primeiro disco: "Dead Pop".

Tease Head e Tristan se conheceram em 2002, na escola onde estudavam. A amizade entre eles começou devido suas afinidades musicais. Resolveram então montar uma banda. Tease Head já tinha noção de como tocar, mas Tristan quase não sabia, mesmo assim foram adiante com a ideia do grupo. Convidaram dois amigos e Luciano, irmão de Tristan para completarem a formação, e deram à banda o nome Dash. Com repertório eclético, mas dentro do contexto rock, começaram a ensaiar, mas não chegaram a compor ou gravar músicas próprias.

Descobriram então o gothic metal, com a banda Tristania. Por morarem em uma cidade pequena, desconhecida, os própiros integrantes reclamaram do atraso com o qual as novidades chegam, e não foi diferente dessa vez. Tease Head e Tristan ficaram encantados e impressionados com esse "novo" estilo, mas os demais integrantes nem tanto. Foi aí que começou a decadência da Dash, até que ela chegou ao fim.

Como power-trio, que contava ainda com Luciano, resolveram definir seu estilo como gótico, e batizaram a nova banda como Evade. Novamente por problemas de divergências musicais, a banda se separou. Luciano se mudou para Salvador, mas Tease Head e Tristan continuaram no meio musical. Abandoram definitivamente a ideia de ter mais pessoas na banda, e nomearam o duo como Sad'evotion.

Gravaram poucas músicas, todas em inglês. Mas Tease Head queria produzir algo em português, então começou a compor uma ou outra música, depretensiosamente, até que se deparou com o disco "Dead Pop", da Plastique Noir. Nome adotado, gravou e lançou seu primeiro disco em 2009. "Elixir do tédio eterno", primeiro álbum da DAED POP, contém sete faixas, sendo duas delas versões para canções da consagrada Joy Division ("O Amor Vai Nos Dilacerar", versão de "Love Will Tear Us Apart"; e "Décadas", inspirada em "Decades"):



01 Psicose
02 Jerusalem
03 Décadas
04 O Sino Ainda Toca
05 O Amor Vai Nos Dilacerar
06 Eu Vou Te Fazer Sofrer
07 Uma Canção Para Alice
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O disco teve boa repercussão, e então Tease Head e Tristan se juntam novamente, apropriam-se de canções da Sad'evotion, compõem novas músicas, divulgadas no single "Invisible Walls", e lançam "Lost Generation", seu segundo álbum no mesmo ano, que será lançado na Europa pelo selo alemão Afmusic:



01 Nosso Romance
02 Invisible Walls
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01 Body Hollow
02 Nosso Romance
03 A Dreams, of Course
04 Motel Boulevard
05 Flames Like Candles
06 Dias De Chuva
07 Triste
08 Invisible Walls
09 Psicose
10 Lágrimas
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Ainda em 2009 apresentaram-se diversas vezes, divulgando e promovendo seu som, conquistando fãs e se consolidando no cenário underground como uma das principais bandas dark do momento, mantendo esse status ainda em 2010.

Recentemente lançaram três músicas em seu novo single, "Nosferato", que posteriormente será lançado na íntegra, sendo uma delas uma versão para "A Forest", da lendária banda inglesa The Cure:



01 Nosferato (Demo Version)
02 Trópico de Câncer (Instrumental)
03 A Forest
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Formação em gravações:

Tease Head - baixo, guitarra, teclado, vocal;
Tristan - guitarra, vocal.


Formação em apresentações:

Tease Head - baixo, vocal;
Tristan - guitarra, vocal.

Músicos convidados tocam os demais instrumentos para preencher os arranjos das canções.

Entrevista: DEAD POP

Foi conversando no Orkut e trocando email com Tease Head e Tristan que surgiu esta entrevista. Nela a dupla dark de Algodão comenta faixa-a-faixa seu mais recente trabalho, "Nosferato Demo":



Décadas De Som: Em 2009 vocês lançaram dois discos, além de um single. Os fãs tiveram de esperar quase um ano para escutar as novas músicas, lançadas no single "Nosferato". Quando outras músicas, e o disco, serão lançados? E esse lançamento, será apenas na internet ou existirá o CD físico?

DEAD POP: Estamos ainda no processo de gravação das músicas, e ainda não temos previsão de data de lançamento, o disco sairá sim em forma física porém, por enquanto, de forma independente, mas ele sairá primeiro na net.

Décadas De Som: "Nosferatus" é uma versão do cinema mudo para "Drácula", de Bram Stoker. Qual a influência que vocês recebem de cinema, de literatura e de outras áreas da arte nas composições de sua arte, de sua músicas?

DEAD POP: Recebemos influências vindas de muitas partes da arte, pois nós adoramos esse universo obscuro dos filmes, livros, fotografia entre outras coisas. Às vezes ver uma fotografia nos remete a algo que podemos jogar em uma canção, ou poesia, assim uma arte completa a outra.

Décadas De Som: "Trópico de Câncer" foi lançada apenas instrumental. Sem letra a música estimula seus ouvintes a refletirem, a pensarem, a viajarem em seus próprios pensamentos, sonhando acordados com o que bem entenderem. Qual a sensação que vocês tiveram na composição dessa música, durante sua produção e depois que a escutaram após a gravação?

DEAD POP: Essa música tem uma versão com letra, mas ainda não decidimos se ela vai entra no disco, pois gostamos demais dessa versão sem voz, ela nos faz viajar em nossas mentes, foi muito legal quando terminamos e colocamos pra tocar, algo parecia que falava: "a música está pronta".

Décadas De Som: "A Forest" é mais um dos covers que vocês lançaram em sua discografia. Mas diferente de "O Amor Vai Nos Dilacerar" e de "Décadas", vocês o lançaram em inglês. Porque dessa vez a opção pelo inglês, e porque gravar sempre um cover, não só músicas próprias?

DEAD POP: Esse cover da música "A Forest" é da época da Sad’evotion. Resolvemos colocar pois tem gente que ainda não conhecia. Nós gostamos de homenagear as bandas que contribuíram para nos resgatar e nos mostrar o verdadeiro som, então gostamos de gravar os covers, mas creio que nesse próximo CD não haverá nenhum cover.

05) O mercado fonográfico baiano é bem famoso com bandas de axé e com os famosos trio-elétricos do Carnaval, mas sempre teve bandas e artistas do rock, como Raul Seixas, Camisa de Vênus e Pitty, evidentes na mídia. À parte deles está a cena underground, com bandas como Almas Mortas e DEAD POP. Como vocês avaliam o mercado para essas bandas que não fazem parte do eixo axé-Carnaval, e que ainda não atingiram o mainstream?

DEAD POP: O "mercado" quase não existe. Tudo é feito independentemente, apesar de termos bandas excelentes aqui como Modus Operandi, Jardim do Silêncio, Latromodem entre outras que já despontaram na cena. Creio que só unidos iremos conseguir fazer crescer a cena e assim aparecer em todo o território nacional e internacional.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aborto Elétrico



Precursor de todo o rock de Brasília, o Aborto Elétrico surgiu em 1978 com proposta e influência do punk rock inglês dos Sex Pistols, The Clah, The Damned e The Adicts, dentre outros.

Em sua primeira formação contou com:

André Pretorius - guitarra;
Fê Lemos - bateria;
Renato Russo - baixo, vocal.

Dois anos depois de seu início, a banda teve de mudar de formação devido a saída de André Pretórius, que foi convocado a prestar serviço militar na África do Sul. Renato Russo assumiu a guitarra, e o novo baixista do Aborto Elétrico foi Flávio Lemos, irmão do baterista. Em seguida um quarto convidado foi integrado à banda, Ico Ouro Preto, irmão de Dinho Ouro Preto, cuja função foi ser guitarrista.

Depois de muitos shows por Brasília, e nenhum disco lançado, em 1982 o Aborto Elétrico foi oficialmente encerrado. De acordo com Fê Lemos, após uma apresentação na qual Renato Russo errou várias vezes a letra de várias músicas, ele atacou uma baqueta em suas costas, e como reação o vocalista disse que não mais faria parte da banda.

Com o fim do Aborto Elétrico, novas bandas foram formadas: Capital Inicial, Legião Urbana e Plebe Rude. O repertório foi dividido entre as duas primeiras bandas, sendo que a primeira ficou com "Fátima", "Ficação Científica", "Música Urbana" e "Veraneio Vascaína", e a segunda com "Conexão Amazônica", "Geração Coca-Cola", "Que País É Esse?", "Química" e "Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você)".

Outras músicas não participaram da partilha, mas também não foram esquecidas. Em 2005 o Capital Inicial gravou um CD e DVD pela MTV homenageando o Aborto Elétrico. Além das músicas já antes gravadas, outras nova inéditas entraram no playlist: "Anúncio De Refrigerante", "Baader-Meinhof Blues nº1", "Benzina", "Construção Civil", "Despertar Dos Mortos", "Helicópteros No Céu", "Heroína", "Love Song One" e "Submissa".

Infelizmente, a canção "Benzina" foi gravada sem vocal, e no encarte sua letra não foi publicada. Segundo o que Dinho Ouro Preto disse no programa "Fanático MTV", caso alguém ouse cantar essa música, será imediatamente preso, devido as insinuações e apologias que a canção faz.

Gravação de um show do Aborto Elétrico na Funarte:

01 Fátima
02 Construção Civil
03 Ficção Científica
04 Veraneio Vascaína
05 Conexão Amzônica
06 Que País É Esse?
07 Love Song One
08 Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você)
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Todos os integrantes e o tempo em que participaram do Aborto Elétrico:

André Pretorius (1978 - 1980);
Fê Lemos (1978 - 1982);
Flávio Lemos (1980 - 1982);
Ico Ouro Preto (1981 - 1982);
Renato Russo (1978 - 1982).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Baba-De-Jibóia



Condescendentes com a opinião da nova geração, a Baba-De-Jibóia acredita que mesmo com a inovação da música ela se mantém fiel ao que era: simples e de bom gosto, além de rica e etnicamente mista.

O exótico mix de instrumentos nos remete de imediato às antigas tradições e culturas, e simultaneamente nos passa a sensação da contemporaneidade dos cafés. Mesmo sendo irrelevante determinar o estilo do duo, ele se encaixa perfeitamente nas definições de Etno-Jazz, Etno-Lyserge, Did-Jazz-Ridoo e World Fusion.

Integrantes da Baba-De-Jibóia:

Toronto (ex-Cachorro Das Cachorras);
Xoomei (novo nome artístico do Tonho, ex-Elite Sofisticada).

Instrumentos utilizados:

Kalimba (África);
Maultromel (Alemanha);
Didjeridoo, Yidaki (Austrália);
Munn Harpa (Áustria);
Viola Caipira (Brasil);
Kuo-Xiang (China);
Percussão Xamânica (Egito);
Guitarra, Violão de Sete Cordas (EUA);
Dorombe (Hungria);
Canto Tuvano (Mongólia);
Morshang (Índia e Nepal);
Ráb Ncâ, Dan Moi (Vietnã).

Descrição de alguns deles:

Munn Harpa (Áustria);
Dorombe (Hungria);
Morshang (Índia e Nepal);
Ráb Ncâ, Dan Moi (Vietnã):

"Representam um dos menores instrumentos do mundo. Tratam-se de aparelhos monotonais responsáveis por vibrações sonoras que atuam no campo áurico humano. Tem como caixa de ressonância o próprio corpo (crânio, lábios, palato, língua, glote, valécula, garganta e estômago), lugar de onde nasce seu encantamento musical.

Estas Harpas 'copiam' a energia do ambiente, da natureza, das pessoas e do harpista. Podendo ser utilizadas para harmonização dos corpos sutis humano ou do ambiente. Sua vibração sonora é meditativo-xamânico-terapêutico-musical.

O estilo apresentado pelo harpista é o Etno Lyserge e Etno Breath, uma combinação de lindos harmônicos com sons eletrônicos e efeitos de Eco, Trêmolo e Delay orgânico, onde utiliza-se o recurso da respiração prânica; sons que lembram "espaçonave aterrizando”, passarinhos elétricos, bolhas explodindo, tambor e berimbau."

Canto Tuvano (Mongólia):

"O mais belo exemplo de uma linguagem musical anímico-mágica e, no entanto, livre e rica de imagens, vindo da Mongólia.

Os xamãs da Mongólia conhecem muito bem o timbre dos sons harmônicos desde os tempos imemoriais o próprio segredo da música, a base física do som, e aprenderam a realizar com suas vozes essa música primordial, arcaica – de 'um som'. Para isso desenvolveram uma técnica de canto própria: xöömij, xöömei, ou khoomei, cujo significado é garganta, goela ou faringe.

Com essa técnica, um único cantor harmônico consegue cantar a três ou mais vozes. Canta-se de forma anasalada ou em boca chiusa uma nota na região média, e modifica-se o espaço da cavidade bucal abrindo-o ou fechando-o, com o que modifica-se o espectro de sons harmônicos da única nota sustentada. Numa região extremamente aguda soa, de repente, uma melodia estridente, que, no entanto, consiste apenas dos harmônicos amplificados de uma única nota básica.

O ar é pressionado com muita força através das falsas-cordas-vocais tensionadas, obtendo assim um som básico rico em harmônicos, fazendo soar os sons harmônicos superiores dessa nota básica como efeito fantástico e quase sobrenatural desta técnica de canto."

Kalimba (África):

"A kalimba é um antigo instrumento musical africano, tocado há mais de 1000 anos, também conhecido como m'bira, sanza, likembe e thumb piano e muitos outros nomes.

Kalimba é uma palavra originária das línguas Bantu, da África Central e Meridional. 'Ka' é um prefixo diminutivo e 'Limba' é uma raiz usada para descrever instrumentos musicais ou partes deles, especialmente os que têm objetos vibrantes para cada nota.

A Kalimba é um instrumento melódico de percussão que faz parte da família dos lamelofones. Os lamelofones são tocados com as unhas dos polegares. O indicador direito ou os dois indicadores junto com os polegares são utilizados nos instrumentos mais complexos. Seus nomes variam de região para região: Kalimba, Mbira, Karimba, Likembe, Budongo, Sansa e outros."

Didjeridoo, Yidaki (Austrália):

"O didjeridoo é o único instrumento dos aborígenes australianos.
Através do seu assombro so, e no entanto poderoso som, o didjeridoo invoca reverência e união com a Natureza. O profundo zumbido (drone) do didjeridoo permite-nos relaxar e reconectar com a Mãe Natureza.

O poder espiritual ecurador do didjeridoo têm sido usado durante centenas de anos em cerimônias secretas dos aborígenes australianos.

Nome estranho e por vezes complicado de dizer, possui várias formas e vários sons, o som produzido é bastante característico de um instrumento tribal, simplesmente o instrumento mais antigo do mundo.

Criado pela Mãe Natureza, desenhado por animais da terra, o eucalipto torna-se a tela para pintar, o pintor é o mais puro da terra, é feito com a alma da vida e criado com o tempo dos deuses, es cavado de milimetros a milimetros, começa a ser criado o túnel da vida, o nascimento do mundo, fazem-se rios, constroem-se caminhos puros, com o tamanho que a natureza desejar, nada é medido nada é pensado, simplemente a criação do Yidaki é o respirar dos deuses, a necessidade de ouvir a voz que vem na sua alma, passar o conhecimento através do som, construir o mundo através do sopro que nasce ao por-do-sol e adormece ao anoitecer, tudo é um ciclo gerado por sensações púrpuras e divinas

É o instrumento mais comunicativo da terra do qual os humanos têm o privilégio de poder tocar, magia com o primitivo, de onde tudo era simples e puro."

Download:
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Agradecimento especial: Xoomei, que teve a bondade de atualizar o texto da Elite Sofisticada e me apresentar a Baba-De-Jibóia, enviando-me por email o release da banda, no qual este texto todo é baseado, e algumas músicas desse seu novo projeto.